
por Fernando Labanca
Com fama de fora-da-lei, na pequena cidade de San Ricardo, o Gato de Botas decide encontrar os feijões mágicos, pois acredita que estes trariam sua boa reputação de volta e reconquistaria sua honra. Porém, em sua busca, ele percebe que há mais gente atrás deles, Kitty Pata-Mansa, uma gata muito sensual e misteriosa é uma delas, mas logo descobre que ela está a mando de Humpy Dumpty, o ovo, que por sua vez, fora um grande amigo de infãncia de Gato, quando ainda vivia num orfanato, local onde Humpty lhe revelou seu maior desejo, encontrar os feijões mágicos e convense seu amigo a tentar encontrar também. Mas depois de algumas traições, cada um seguiu seu lado, é quando depois de muitos anos, Humpty retorna e tenta convenser mais uma vez, Gato de Botas a seguir seus planos.
A partir de então, Humpty, Kitty e o Gato de Botas embarcam numa aventura em busca dos tais feijões, mas para isso precisam enfrentar a fúrias de dois vilões, Jack e Jill, aqueles que os possuem. E nesta jornada por sua honra, Gato acaba sendo seduzido por Kitty, no mesmo instante em que tenta recuparar a confiança que tinha em seu melhor amigo, esquecendo os erros do passado, lhe dando uma segunda chance.
"O Gato de Botas" segue seu próprio caminho. Apesar de ter nomes na produção do filme grande parte da equipe que esteve em Shrek, o longa de Chris Miller cria uma aventura completamente nova, repaginada. Desde a direção, a ambientação da história, até seu humor, pouco se lembra da saga do ogro. Por um lado isto é bom, vemos algo novo na tela, personagens, tramas, conflitos, até mesmo o olhar grande e dócio do animal é pouco explorado (o que é uma pena), a intenção aqui é deixar que o personagem crie sua própria jornada, o que de fato, conseguiram. O lado ruim de pouco se parecer com "Shrek", é que existe uma chance do público que o aprovou pode não aprovar a aventura solo do Gato, o que, digamos aconteceu comigo. Muito se perde, a qualidade dos filmes do ogro não são aproveitadas, e o que se cria aqui de novo, não é nada tão criativo assim, pelo contrário, colocar a velha história dos feijões mágicos como centro da história não me pareceu uma boa idéia, soa repetitivo, como a árvore gigante que cresce do nada e os leva para um reino além do céu, nos mostra algo que já vimos antes e já perdeu a graça, ou seja, eles se afastam de "Shrek", mas também perdem a chance de criarem algo completamente novo, traçando, assim, uma trama já trilhada, desde os feijões, ovos de ouro, vilões caricatos e por aí vai.


NOTA: 6
Engraçado é aquele gato bohemico, que faz: "-Uhhhh" com aqueles olhos cômicos!
ResponderExcluirhauhauhahau...vdd!!! É que não sabia como descrever ele na resenha. Mas "gato bohemico que faz "uuuhl" com olhos cômicos" é uma boa...huahuahua...
ResponderExcluirDefinitivamente...o melhor de todo o filme!!!
às vezes tenho vontade d fazer a cara dele, mas ninguém entederia a piada...kkkk