quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Retrospectiva 2017 - As Melhores Atrizes Coadjuvantes


Seguindo adiante com a retrospectiva aqui no blog, fiz uma lista com as melhores atuações femininas em papéis secundários. Selecionei dez atrizes que se destacaram com suas personagens, tentei ser justo com minhas escolhas e se caso lembrarem de alguma que ficou de fora, deixem nos comentários!

Lembrando que cito apenas atuações que estiveram em filmes lançados em 2017 aqui no Brasil, mesmo que tenham sido lançados ano passado no país de origem. Espero que gostem da lista!

por Fernando Labanca



10. Holly Hunter (Doentes de Amor)

"Doentes de Amor" é daqueles filmes que ninguém espera nada e de repente te surpreende com uma trama interessante e bons personagens. Foi ótimo poder ver Holy Hunter de volta e com um texto a sua altura. Ela cativa como uma mãe protetora e passa muita verdade nos momentos em que surge na tela. 




09. Sienna Miller (Z: A Cidade Perdida)

Penso que ninguém se dá conta de  que Sienna Miller é um camaleão. Não consigo ver qualquer semelhança entre as personagens que interpreta e somente por isso, ela já é digna de destaque. Outra questão é que Sienna realiza um dos monólogos mais arrepiantes do ano, quando encara o desespero de uma esposa que não faz ideia de onde seu marido está. Foi lindo de ver.




08. Greta Gerwig (Mulheres do Século 20)

"Mulheres do Século 20" trouxe um dos melhores elencos de 2017 e além de Gerwig, Billy Crudup e Elle Fanning também brilharam como coadjuvantes. Aqui ela encanta não só pela honestidade com que atua, mas também por entregar uma atuação muito diferente do que estávamos acostumados a ver dela. 




07. Anya Taylor-Joy (Fragmentado)

M.Night Shyamalan precisava de uma atriz que estivesse a altura da monstruosidade de James McAvoy no thriller "Fragmentado". Atuar ao lado dele necessitava muita coragem e uma força descomunal em cena. Anya ainda tinha a difícil missão de oscilar a cada transformação do protagonista, lidando com todas as suas alterações de personalidade. Ela brilhou e assim como o público, soube transmitir toda a curiosidade diante daquele ser e desespero por sair daquela situação. Uma jovem atriz que atua como veterana. 




06. Nicole Kidman (Lion)

Foi um ano incrível para Nicole Kidman, talvez seja uma das atrizes mais importantes ainda em atividade. Não seria justo não citá-la aqui. Eu amo e admiro muito o que ela fez em "Lion". É uma personagem pequena, no entanto, a delicadeza e honestidade com que Kidman a construiu é comovente. Mais uma daquelas atuações contidas que enchem a tela, que passa verdade e que emociona sem grandes esforços. 




05. Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar)

Michelle precisou de uma única cena para estar aqui e ser lembrada como uma das melhores atrizes coadjuvantes do ano. O momento em que sua personagem encara, depois de anos afastada e depois de um evento traumático, com seu marido, é de arrepiar. Faltam palavras para descrever a grandeza daquele encontro e a atriz transmite tanta coisa ali. Um misto de amor e dor, de pura confusão mental. É difícil explicar o que foi aquilo, mas foi intenso, foi real. 




04. Katherine Waterston (Rainha do Mundo)

Pouco se falou sobre o filme "Rainha do Mundo" e sobre a grande atuação de Katherine como coadjuvante. Há um embate incrível em cena entre ela e Elizabeth Moss. Se trata de uma personagem misteriosa, que por vezes odiamos, por vezes compreendemos. É lindo de ver sua entrega e sua força em cena. 




03. Felicity Jones (Sete Minutos Depois da Meia-Noite)


Não entendo como ninguém falou o quão incrível Felicity Jones está neste drama com toques fantasiosos. A atuação que me destruiu, me deixou aos pedaços. Foi muito forte sua presença e não conseguirei encará-la da mesma forma. Com uma participação singela e com doces diálogos, Felicity entrega um momento muito marcante em sua carreira, que emociona o público de forma devastadora.




02. Viola Davis (Um Limite Entre Nós)

Mais um papel desafiador que Viola Davis abraça com toda sua força e surpreende em cada sequência. Ela é um monstro da atuação e isso não há como negar. É revigorante vê-la atuando, é emocionante ver a jornada de sua personagem em um local tão recluso, que evolui e nos comove de forma intensa, principalmente nos instantes finais. Daqueles momentos do cinema que dá vontade de levantar e aplaudir de pé.




01. Naomie Harris (Moonlight)

Foi um choque. É assim que descrevo o que senti quando vi Naomie Harris pela primeira vez em "Moonlight". E a cada vez que ela ressurgia em cena...um novo choque. De fato, a atriz nunca esteve tão brilhante quanto aqui. Ela renasce e entrega um trabalho extremamente diferente de tudo o que ela já fez. Seu sotaque, sua postura, seus olhares furiosos. É muito intenso e extremamente realista sua composição, que nos faz esquecer que é uma atriz ali. Para mim, uma das atuações femininas mais marcantes dos últimos anos.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Retrospectiva 2017 - Os Melhores Atores Coadjuvantes


Seguindo com a Retrospectiva aqui no blog, vou começar a falar das atuações masculinas em papéis secundários que marcaram o ano. Tentei ver o máximo de filmes de 2017 para tentar chegar a uma lista mais justa possível e por isso, também, não me baseio muito nas premiações, que muitas vezes se esquecem de grandes atores. Para este TOP 10, cito apenas as obras que foram lançadas no Brasil ano passado, independente do ano que foram lançadas em seus respectivos países de origem. 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Retrospectiva 2017 - Os Melhores Pôsteres de 2017



Vou começar aqui no blog aquela fase do ano que gosto muito: a retrospectiva. No mês de janeiro irei me dedicar a fazer um apurado do melhor do cinema em 2017. E para começar, lanço aqui os 30 melhores pôsteres do ano.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Globo de Ouro 2018 - Os Vencedores



Aconteceu neste domingo, 7 de janeiro, a Cerimônia de premiação do Globo de Ouro, conhecido por ser um dos maiores termômetros para o Oscar. A 75ª edição do evento foi apresentada pelo comediante Seth Meyers e foi marcada por discursos sobre assédio sofrido pelas mulheres dentro da indústria - onde todos foram de preto em forma de protesto -  além, é claro, sobre igualdade de gênero. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Um resumo do cinema em 2017


Mais um ano chegando ao fim e é aquela época que começam a chegar aquelas famosas listas do que houve de melhor. Já é uma tradição aqui no blog relembrar os grandes destaques, mas pela primeira vez, antes de soltar as listas, decidi escrever um texto com um resumo de 2017.

Um resumo para relembrarmos o que deu certo e o que não deu durante esses doze meses que passaram! O que teve de bom, o que teve de ruim e o que se destacou e merece, de alguma forma, ser lembrado. Vamos lá!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Crítica: Logan Lucky - Roubo em Família (Logan Lucky, 2017)

O diretor Steven Soderbergh (Onze Homens e Um Segredo, Magic Mike) chegou a declarar recentemente que se aposentaria do cinema. Sorte a nossa que ele voltou atrás e decidiu que “Logan Lucky” precisava ser feito. Apesar do tom descompromissado da obra, temos aqui o melhor do diretor em muito tempo, que entrega uma comédia refinada, inteligente e de excelente ritmo.

por Fernando Labanca

Há uma pegada dos Irmãos Coen presente aqui e aquela já conhecida “comédia de erros”. Na tela, acompanhamos a história de um furto gigantesco e que tinha tudo para dar errado, onde a comicidade da situação nasce quando o evento é liderado por dois indivíduos bastante improváveis. Dois irmãos caipiras, Jimmy Logan (Channing Tatum) e Clyde (Adam Driver), que decididos a ter em mãos uma bolada que salvaria suas vidas tão pacatas, se aliam ao bandido Joe Bang (Daniel Craig), especialista em explosivos, para roubar o dinheiro existente nas lucrativas corridas do autódromo local. No entanto, para que o plano seguisse, eles precisariam elaborar um outro plano tão mirabolante quanto...resgatar o tal aliado da prisão.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Crítica: O Livro de Henry (The Book of Henry, 2017)

Quando pequenas ideias resultam em grandes filmes. 

por Fernando Labanca

O diretor Colin Trevorrow começou sua empreitada no cinema com o singelo e independente Sem Segurança Nenhuma (2012). Um primeiro passo interessante de quem, nitidamente, tinha muito o que dizer. Seu sucesso veio rápido e logo tomou frente da sequência de Jurassic World (2015). Distante do blockbuster, "O Livro de Henry" é uma obra menor, quase como um retorno às origens, mas ainda assim de grandes ideias. 

O filme é, praticamente, dividido em duas partes, separadas por um evento desolador e que transforma a vida de seus personagens. É curioso porque no começo não compreendemos aonde a trama pretende chegar ou o que tudo aquilo pretende nos dizer. Quando a reviravolta chega, ao mesmo tempo que nos surpreende por levar o filme para uma direção não prevista, também traz sentido a obra. O lado ruim disso é que a primeira parte é melhor, perdendo o fôlego ao seu decorrer, mesmo que entregue um bom final. Outro ponto negativo é que quando o longa revela suas verdadeiras intenções, acaba prometendo um desfecho grandioso que nunca chega, suas ações são belas mas são finalizadas com muita simplicidade.  


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Crítica: De Canção em Canção (Song to Song, 2017)

Terrence Malick retorna para discutir sobre o vazio existencial de seus personagens. Peca, novamente, ao cair na própria armadilha, logo que "De Canção em Canção" é tão oco quando aqueles indivíduos que acompanhamos na tela e tão esquecível quanto os últimos trabalhos do diretor. 

por Fernando Labanca

Alguém precisa realizar uma intervenção com Malick. Urgentemente. Responsável por obras-primas do cinema como "Além da Linha Vermelha" (1998), o diretor que por anos se manteve afastado realizou um retorno surpreendente em 2011 quando lançou o belíssimo "A Árvore da Vida". O que ninguém esperava, porém, é que ele se esgotaria ali. Tudo o que veio após não passou de uma repetição de ideias, temas e personagens. Desta forma, "Song to Song" nada mais é que uma extensão de "Amor Pleno" (2012) e principalmente de "Cavaleiro de Copas" (2015), com indivíduos filosofando sobre a vida - em uma interminável narração em off -, pronunciando pérolas como "Estou perdida / Achava que não tinha mais alma", enquanto caminham desolados a lugar algum, sentindo o peso do mundo sob seus ombros. Ou seja, Malick sendo Malick...e ninguém aguenta mais isso, ninguém mais pede por isso. E afirmo com bastante frustração, pois se trata de um dos meus diretores favoritos.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Meu Nome é Ray (3 Generations, 2015)

Elle Fanning surge irreconhecível para contar a história de um garoto trans. A ideia, que sempre pareceu tão incrível, decepciona quando o que vemos a nossa frente é apenas um filme fraco, preguiçoso e sem personalidade alguma. 

por Fernando Labanca

A trajetória do longa metragem é bastante curiosa. Lançado em festivais em 2015 com o título "About Ray", as críticas não foram muito favoráveis o que fez com que a diretora, Gaby Dellal, tivesse uma decisão bastante arriscada: reeditar seu filme. Logo, depois de tantas datas de lançamento serem alteradas e com um novo nome, passando a se chamar "3 Generations", a obra que já era bastante aguardada devido seu promissor trailer, caiu no esquecimento. Inclusive, aqui no Brasil, sua estréia sempre foi incerta e anos depois, finalmente, chegou apenas na Netflix. Depois dessa demora para podermos conferir "Meu Nome é Ray", a decepção é grande. Não é nada do que parecia ser. Se isso foi resultado de sua reedição, jamais saberemos. O que é nítido, apenas, é que ele está muito abaixo do esperado.